9 de setembro 2016

Radar Blog

B-M Express: O Açúcar não é o vilão da história

Quando a gente pensa em consumir açúcar surge um sinal vermelho, uma sirene em alto som e um X enorme em nosso subconsciente – nos alertando de que não podemos exagerar. De que precisamos consumir com moderação. De que engorda. De que devemos cuidar do diabetes e por aí vai.  Por quê é tão difícil comer uma panela de brigadeiro sem culpa? Muitos mitos foram construídos em torno do açúcar e ele se tornou um vilão para quem busca qualidade de vida. Mas até onde esta vilania é verdadeira?  Entrevistamos Paulo Zappa, Coordenador de Conteúdo Web, da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), para falar sobre os desafios do setor em desmistificar informações equivocadas em relação ao consumo do açúcar, fazendo com que você conheça um pouco mais sobre o ingrediente e, por fim, possa comer seus docinhos em paz e sem culpa.

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Como você enxerga a “vilanização” do açúcar e as ativações realizadas por diferentes instâncias (imprensa, governo e outros públicos) com foco na redução do consumo?

Nos últimos anos, o açúcar vem sendo considerado um dos “vilões” da alimentação e da saúde no mundo todo. Algumas organizações têm se manifestado por meio de recomendações em relação à restrição do seu uso e quantidade. Existem projetos de lei que tratam de tributação, rotulagem, propaganda e concentração do açúcar nos alimentos, especialmente em países como o México, Bélgica, França e Hungria. A Inglaterra também pretende implantar cobranças semelhantes e o próprio Brasil também já estuda algumas iniciativas similares. A gente notou que a sociedade (consumidores, imprensa, influenciadores, Governo e até profissionais da saúde) não tinha muito com quem dialogar a respeito deste tema. Muitos mitos, informações equivocadas e notícias sem procedência ganharam status de verdades absolutas. O setor sucroenergético brasileiro, por meio da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) – maior organização representativa do setor de açúcar e bioetanol do País – percebeu que este movimento estava crescendo cada vez mais e identificou um espaço para promover um debate com evidências sobre o consumo do açúcar. Com transparência e credibilidade, se propôs a criar um contraponto à  esta “vilanização” do  ingrediente por meio de boas experiências, recomendações confiáveis e a valorizando a tradição do consumo do açúcar pelos brasileiros.


E sobre o futuro do mercado sucroenergético, em especial do açúcar?

É muito difícil fazer uma previsão sobre o mercado. Mesmo com este movimento desfavorável ao açúcar, a indústria ainda não sentiu nenhuma retração. Existem outros fatores que podem impactar o setor sucroenergético de forma mais direta, como a ausência de políticas públicas de longo prazo. Vale lembrar que o açúcar é extremamente importante para o Brasil, que é o maior exportador do ingrediente no mundo, com um média anual de mais de 25 milhões de toneladas nos últimos anos. Isso representa 45% de todo o comércio mundial. Em valores, o açúcar gera ao país mais de US$ 10 bilhões em divisas ou quase 5% da totalidade das nossas exportações. A indústria da cana emprega aproximadamente um milhão de pessoas de forma direta e está presente em cerca de 20% dos municípios brasileiros.

De que forma você acha que a Campanha Doce Equilíbrio – construída com a Burson-Marsteller – vem contribuindo para ajudar a desmitificar a vilania do açúcar?

A campanha tem como objetivo, justamente, equilibrar o debate público sobre o tema do consumo do açúcar no Brasil, gerando uma contracorrente de dados e informações úteis a todos os públicos. Temos como diretriz defender o consumo equilibrado do açúcar como fonte de energia e bem-estar, dentro de um estilo de vida saudável nos aspectos físicos e emocionais, em que a alimentação é fruto de escolhas pessoais e também uma manifestação cultural.

Em um ano de atuação, desenhando estratégias em parceria com a Burson-Marsteller, o projeto elevou o patamar de discussão acerca do açúcar e vem contribuindo para um debate importante e honesto sobre seu consumo. Foi possível desmistificar muitas questões que o colocavam como “vilão” ou produto “proibido”, estabelecendo um olhar mais equilibrado.

As estratégias contemplaram conversas com diversos públicos de interesse da empresa e conseguimos colocar em pauta assuntos importantes sobre o consumo do açúcar, levando informação de forma responsável a veículos extremamente importantes.

A necessidade de educação é permanente, pois é o caminho mais sólido para uma sociedade bem informada em relação à alimentação.

A página da Campanha Doce Equilíbrio apresenta conteúdos extremamente relevantes, elaborados por antropólogos, pesquisadores e outros profissionais, que tratam as questões relativas ao consumo do açúcar, equilíbrio e qualidade de vida como foco principal. A ideia é promover debates que façam com que as pessoas compreendam a importância de suas escolhas. Sempre com o objetivo de buscar uma vida mais harmoniosa e feliz. Equilíbrio é a palavra-chave. Queremos disseminar exatamente esta mensagem. A B-M trouxe um olhar estratégico e tem nos ajudado a criar oportunidades e novas narrativas para que as informações sejam bem compreendidas por todos os públicos de interesse.