17 de março 2016

Radar Blog

Como tornar mais eficiente o Brainstorm de sua equipe?

Agências de PR e Comunicação são mais conhecidas por seus Brainstorms com colaboradores que brilham e ofuscam criatividade – ideias que tomam formatos interessantes de campanhas, estratégias e outras mensagens essenciais.

Ainda assim, alguns estudos indicam que vários brainstorms em grupo acabam não sendo produtivos. O Brainstorm envolve ideias de membros que organizam e soltam o mais rápido que puderem criando uma solução única para suas campanhas. Inventada em 1929 pela agência de propaganda Alex Osborn, o método tradicional de brainstorm pode alavancar conceitos torrentes criativos.

Por outro lado, brainstorm pode também resultar em conversas paralelas, falas e gritarias simultâneas, além de ideias mais voando do que solucionando.

Enquanto agências de RP continuam engajando um brainstorm original e simples, os pesquisadores Nicholas Kohn e Steven Smith têm escrito que “brainstorming é insuficiente”. A fixação bloqueia a criatividade, afirmam no Applied Congnitive Psychology (Psicologia Cognitiva Aplicada).

Kohn, pesquisador líder do estudo de 2010 Collaborative Fixation: Effects os Others´ Ideias on Brainstormin (Fixação Colaborativa: Efeito das outras ideias no Brainstorm) afirma que, “Fixação nas ideias dos outros pode ocorrer inconscientemente e causar sugestões que imitam a de seus colegas de equipe.” A inclinação para os “copiadores” pode rapidamente chamar as ideias de “fora da caixa”.

Outra recua é pensamento em equipe, um fenômeno onde indivíduos se sentem pressionados demais em opinar e solucionar algo junto com o consenso de todo o grupo. Eles acabam ficando em completo silêncio, temendo que suas ideias sejam rejeitadas ou interpretadas de maneira errada.

Irving Janis, um professor emeritus e psicólogo aposentado da Universidade de Yale e Universidade da Califórnia notou em Victims of Groupthinking (Vítimas do Pensamento em Equipe) que um grupo suprime as dúvidas pessoais sobre as suas opiniões para evitar um julgamento. Além disso, eles geralmente minimizam suas próprias ideias.

Mas mesmo quando críticos desacreditam em brainstorm, citando como expor para outros sua criatividade de maneira correta, muitas pessoas ainda se limitam e Paul Paulus, professor de psicologia na Universidade do Texas diz que “Não há como substituir o Brainstorm se for feito de maneira criativa.”

No livro Group Creativity: Innovation Through Collaboration (Criatividade em Grupo: Inovações por colaborações), Paul afirma que “Uma maneira óbvia para que grupos superem a tendência para a uniformidade é reunir um grupo de membros com experiência e origens diversas, e para garantir que eles compartilhem suas várias perspectivas.”

Ele inclusive explica que criatividade em grupo pode exceder o brainstorm individual, ambos em quantidade e qualidade das ideias produzidas.

Ao invés de chamar membros do grupo para pensar em incontáveis ideias- a primeira coisa que vier a sua mente, – alguns pesquisadores agora recomendam brainstorms individuais, ou brainstorms combinados com ideias separadas.

Ryan Townend, CEO da Williams Jospeh Communications pressiona os seus empregados para realizarem brainstorm separadamente e em grupo. Além disso, cada departamento da agência é envolvido em sessões de brainstorm: artistas, vendedores executivos, desenvolvedores da web e financeiro.

Townend começa por promover um encontro de descobertas onde ele fala sobre estratégias de sucesso. Ele inclusive descreve o problema que uma marca está sofrendo. Por fim, o grupo examina a pesquisa de mercado da marca e combina com revelações científicas junto à arte do brainstorm.

Ele também diz que “o brainstorm deve haver uma direção e um objetivo”. Esse conselho coincide com o que os experts dizem: Nunca rascunhe suas ideias com uma visão clara do que quer alcançar.

Um termo que Townend usa quando descreve sua técnica é “expansão elástica”. Membros retornam para suas mesas após uma reunião de brainstorm sozinhos e apresentam um conceito criativo que podem expandir ao extremo. Em seguida, eles permitem que suas ideias relaxem, como elásticos, até que se encaixem com a zona de conforto da marca.

Brainstorm sozinho também é eficiente e muitos experts recomendam a Técnica Nominal em Grupo:

  • O líder do grupo descreve o problema. Mas antes de qualquer discussão, os outros membros rascunham possíveis soluções silenciosamente.
  • Em seguida, membros apresentam suas ideias para o grupo até que todas as ideias tenham sido discutidas e anotadas pelo líder em um quadro.
  • Membros do grupo são permitidos a questionar para estarem certos de que entenderam a ideia e novas alternativas devem surgir como resultado.
  • Finalmente, os membros silenciosamente avaliam as ideias uma a uma, gravando suas preferidas.
  • A ideia “vencedora” é a que possui mais votação ou ranking.

A vantagem da Técnica Nominal em Grupo é que permite com que o grupo compreenda formalidades mas também encoraje o pensamento individual.

 

Fonte: PR News