Indicador de Percepção Corporativa | B-M e CNBC

A Burson-Marsteller, agência global de comunicação estratégica, divulgou os resultados do primeiro Indicador de Percepção Corporativa, pesquisa feita em parceria com a rede CNBC e a Penn Schoen Berland. O estudo explora como a população e altos executivos de 25 países enxergam o papel e as responsabilidades das corporações na sociedade. A pesquisa entrevistou 25 mil indivíduos e 1800 executivos, e identificou que 89% dos brasileiros têm uma visão positiva das grandes empresas, a maior média dentre os países pesquisados.

O estudo apresenta também, através de uma comparação entre países emergentes e desenvolvidos, diferentes pontos de vista a respeito da importância das grandes empresas na geração de empregos e no crescimento econômico, sua responsabilidade social e sua influência sob o governo.

Abaixo, alguns dos pontos relevantes sobre o mercado brasileiro do estudo:

  • 70% dos brasileiros veem as empresas como fonte de esperança. A média dos países emergentes é de 64%, e dos desenvolvidos, 44%.
  • 34% dos brasileiros acredita que é das grandes empresas a responsabilidade pelo crescimento econômico. 43% acredita ser delas a responsabilidade pela criação de empregos.
  • 81% dos brasileiros acreditam que as empresas vêm se tornando mais responsáveis ambientalmente, e 79% acreditam que elas estão mais responsáveis socialmente. A média é de apenas 64 e 48% nos países desenvolvidos, respectivamente.
  • 41% dos brasileiros acreditam que as empresas exercem influência demais sobre o governo. A média dos países emergentes é de apenas 30%. Nos países desenvolvidos, 45% acreditam que a influência é exagerada.

O Indicador de Percepção Corporativa preenche um déficit de informação de parte das corporações sobre qual a percepção da população em relação a elas. Seis anos após a crise econômica de 2008, que colocou em crise a imagem das grandes corporações, o levantamento mostra em que medida as empresas conseguiram retomar sua credibilidade junto aos públicos. Francisco Carvalho, presidente da Burson-Marsteller Brasil, acredita que, no país, a visão positiva com relação ao papel das empresas apresenta uma oportunidade diálogo e engajamento da sociedade. “É importante observar, porém, que essa oportunidade traz também a responsabilidade de operar com uma conduta mais ética, mais transparente, e de estabelecer canais de diálogo efetivos com a sociedade”, comentou.