1 de dezembro 2015

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Burson-Marsteller Brasil fechará 2015 com crescimento próximo dos dois dígitos

Jornalistas & Cia entrevistou, na edição da última semana, Francisco Carvalho, presidente da Burson Marsteller no Brasil, que completou 10 anos de casa e fala sobre as conquistas da empresa em um ano desafiador. Acompanhe:

J&C: Mais tradicional e longeva agência internacional de relações públicas atuando no Brasil, a Burson-Marsteller já viveu outras crises no País. Como a subsidiária brasileira e a matriz encaram o atual momento do Brasil?

Francisco: Desde que chegou ao país, em 1976, a Burson-Marsteller já vivenciou diversas crises econômicas e políticas, algumas delas muito mais severas do que a atual. Por isso mesmo, apesar desta crise nos preocupar, acreditamos que ela também vai passar e o país retomará o seu curso natural de crescimento. No ano que vem, a Burson-Marsteller completa 40 anos de atividades no Brasil. Com a mesma visão de longo prazo que sempre pautou as nossas decisões de negócio no país, vamos comemorar a data com uma reflexão sobre como serão os próximos 40 anos da agência no mercado brasileiro e o impacto do nosso trabalho no futuro da nova economia.

J&C:  Como a agência espera fechar 2015 e que cenários projeta para 2016?
Francisco: Vamos fechar 2015 com um crescimento de receita pouca coisa abaixo dos dois dígitos percentuais, porém com uma margem de lucro bastante saudável, no mesmo nível dos anos anteriores. Para o ano que vem, estamos projetando um crescimento um pouco mais modesto, mas prevendo manter o mesmo percentual de rentabilidade. Na verdade, o segredo da nossa longevidade é saber cuidar da saúde da margem como condição fundamental para conquistar a confiança dos nossos acionistas, preservar o padrão de qualidade dos serviços prestados ao cliente e assegurar as condições de crescimento profissional dos nossos colaboradores.

J&C: Há uma queixa generalizada das agências em relação à pressão exercida pelos clientes pela renegociação de contratos. Como o mercado e a própria Burson-Marsteller estão reagindo a isso?
Francisco: Nosso desafio é demonstrar para os nossos clientes que a reputação é o bem mais valioso que eles precisam proteger durante a crise e, portanto, esse é um item que não pode deixar de receber investimentos. Precisamos ser criativos e resilientes na parceria de longo prazo com nossos clientes, fomentando cada vez mais a confiança mútua no relacionamento e a co-criação de soluções de comunicação que otimizem investimentos e ajudem as empresas a vender mais, a conquistar vantagens competitivas e market share. O posicionamento “Being More”, instituído globalmente pela Burson-Marsteller há cerca de dois anos, não poderia ser mais adequado para traduzir a nossa postura com os clientes nesse momento de dificuldades por que passa o Brasil.

J&C: Em que pese ter sido já um ano difícil, 2014 foi um ano de crescimento para o setor, pois muitas agências conseguiram ampliar sua rentabilidade exatamente pelos negócios gerados pela crise. Em 2015 isso tem sido diferente?
Francisco: Não no caso da Burson-Marsteller, que fechará 2015 com um percentual de crescimento de receita um pouco menor que o de 2014, porém com a mesmo percentual de lucratividade do ano anterior. A Burson-Marsteller é reconhecida internacionalmente pela experiência em gestão de crises e esse serviço tem sido crucial para garantir a saúde financeira da empresa no Brasil. Tanto em 2014 como em 2015, ajudamos várias empresas em crise a responder apropriadamente e com rapidez. Não acreditamos que essa demanda diminuirá em 2016, sobretudo em relação aos serviços de preparação para situações de crises, definindo processos, comitês, manuais e fazendo simulações de treinamento para avaliar se o time interno de gestão de crises está em conformidade com os procedimentos de comunicação indicados. Estudo recente da Burson-Marsteller aponta que 49% das empresas não têm um plano de crise e 50% delas esperam experimentar uma crise nos próximos 12 meses.

J&C: As concorrências diminuíram ou se mantiveram, a despeito da crise?
Francisco: Elas diminuíram um pouco em setembro, mas retomaram a praticamente o mesmo nível de demanda a partir da segunda quinzena de outubro.

J&C: Quais os desafios da agência de PR neste mercado?
Francisco: Encontrar o seu espaço de relevância diante de um cliente que procura cada vez mais soluções integradas de comunicação num momento de profundas transformações não só em relação ao poder e à velocidade da informação, mas também na maneira cada vez mais complexa como as pessoas estão se informando. O maior desafio do nosso setor é conseguir uma negociação baseada em valor e não em preço nos processos de concorrência que são cada vez mais liderados pelas áreas de compra.

J&C:  Quais as novidades da agência para este final de ano e para 2016?
Francisco: Estamos apresentando ao mercado novos produtos sofisticados de analytics, como o Big Data Brand Audit, e novas abordagens de “content performance” para ajudar nossos clientes a comunicar os seus propósitos corporativos e suas novidades mercadológicas com a máxima eficiência e diferenciação. Além disso, vamos começar 2016 em um escritório novo, que terá praticamente o dobro de área e um layout arquitetônico que estimulará ainda mais o trabalho colaborativo e a integração das diversas especialidades de comunicação.